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Gestão socioambiental

Desempenho ambiental

Nossa gestão ambiental se baseia em três princípios:

1. Redução dos impactos ambientais, de acordo com as prioridades estabelecidas pela Matriz de Relevância, e diagnóstico de emissão de gases efeito estufa feito pela Companhia;

2. Incentivo às ações em prol do meio ambiente em toda a nossa rede de relacionamento, princípio denominado como Influência Sustentável;

3. Conformidade das nossas práticas, focadas na busca constante ao compliance e certificações relacionadas aos nossos negócios. Em 2017, a Algar Telecom investiu cerca de R$ 3,9 milhões em proteção ambiental.

 

Consumo de energia elétrica

GRI 302-1

Cientes da importância do monitoramento do consumo de energia, visamos à eficiência das operações. Do total investido em proteção ambiental, 79% foram destinados a projetos de eficiência energética, com foco em manutenções dos equipamentos e na redução do consumo de energia, uma vez que é a maior fonte de emissões da organização. Possuímos políticas institucionais voltadas para eficiência energética e gestão de frota, que são revisadas todos os anos.

Em 2017, passamos por ampliações. Após a aquisição de unidades no Sul do País em 2015, a Algar Telecom aumentou o seu consumo de energia nessa região. A Algar Tech demandou uma expansão significativa na frota nas regiões Centro-Oeste, Norte e na cidade de Belo Horizonte (MG), a fim de atender novos clientes. Apesar da expansão das atividades, o consumo de energia se manteve estável entre 2016 e 2017, com variação menor do que 1%, por conta da ampliação da adoção de medidas que privilegiaram a eficiência energética.

Conheça algumas das iniciativas realizadas:

Em 2017, o consumo de energia elétrica gerada por painéis solares teve aumento de 43% na comparação com o ano anterior, chegando a 6.914 gigajoules. Além disso, com a ampliação da adesão da Algar Tech à compra de energia elétrica do Mercado Livre, foi possível reduzir o consumo de óleo diesel nos geradores em mais de 57%, de 2016 para 2017, uma redução acima da meta de 5% traçada para o ano. Esses equipamentos costumam ser utilizados em momentos de pico no preço de eletricidade, e seu uso foi substituído pela energia elétrica oriunda do Mercado Livre por meio de contratos que incentivam o uso de energias renováveis.

O uso de combustíveis não renováveis foi registrado em 65.821 gigajoules, número 9% superior a 2016, enquanto o de combustíveis renováveis foi contabilizado em 79.418 gigajoules, leve queda de 1%. Parametrizamos o uso de combustíveis, fazendo com que os veículos flex de nossa frota sejam abastecidos com etanol. Como reflexo do benefício econômico da gasolina, em 2017, houve aumento no consumo desse combustível. Em 2018, a parametrização começará a ser estendida para as unidades da região Sul do País, onde é esperada uma alta de 3% no consumo de etanol.

 

Consumo de energia dentro da organização12 13

2015 (GJ) 2016 (GJ) 2017 (GJ) Δ 2016/2017
Consumo de combustíveis não renováveis  53.489  60.311  65.821 9%
Gasolina A  18.611  32.377  43.160 33%
Óleo diesel  33.945  26.275  20.878 (21%)
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)  696  314  7 (98%)
Gás natural  238  1.346  1.777 32%
Consumo de combustíveis renováveis  81.408  80.502  79.418 (1%)
Etanol anidro  4.683  8.283  11.045 33%
Biodiesel (B100)  2.385  1.846  1.649 (11%)
Etanol hidratado  74.340  70.373  66.724 (5%)
Eletricidade comprada  323.171  318.649  315.281 (1%)
Eletricidade gerada por painéis solares  1.272  4.848  6.914 43%
Consumo total de energia  459.340  464.310  467.433 1%

 

12 Os valores referentes ao ano de 2015 apresentados contemplam o consumo de energia na Algar Telecom, Algar Tech e Algar Mídia. Para o ano de 2016, os valores se referem ao
consumo de energia na Algar Telecom e na Algar Tech, tendo a produção de listas e guias da Algar Mídia sido internalizada pela Algar Telecom. Em 2017, a produção de listas e guias
cessou.
13 O consumo de combustíveis – em unidades de volume ou massa – é o dado primário a partir do qual é calculado o consumo de energia em uma unidade comum,
utilizando para a conversão o conteúdo energético por massa ou volume de cada combustível, apresentado no Balanço Energético Nacional (EPE/MME, 2017).
Para os combustíveis compostos por misturas – gasolina comercial e óleo diesel comercial – levou-se em consideração o percentual de biocombustível presente definido
pela legislação brasileira para a estimativa do conteúdo de origem renovável e não renovável nas misturas.
A conversão do consumo de eletricidade aferido em kWh para GJ é feita com base no Balanço Energético Nacional (EPE/MME, 2017).

 

Emissões de gases de efeito estufa

Elaboramos o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) anualmente, desde 2012. Para a medição, consideramos todas as unidades produtivas sobre as quais temos controle, ainda que compartilhado. Considerando o inventário, desenvolvido por terceira parte com base em metodologias internacionalmente reconhecidas, procuramos mapear as oportunidades de redução das emissões de GEEs em nossos processos e operações.

Em 2017, emitimos 13.991 toneladas de gases de efeito estufa, sendo 5.930 de emissões diretas (escopo 1) e 8.061 indiretas (escopo 2). O aumento de 20% observado em nossas emissões diretas está relacionado à substituição gradual do gás refrigerante R-22 utilizado em nossos equipamentos de refrigeração e ao aumento das emissões de GEE associadas às fontes móveis. Apesar do potencial de aquecimento global, o R-22 é regulado pelo Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio. Em conformidade com as diretrizes seguidas para a elaboração de inventário corporativo, as emissões não intencionais decorrentes de vazamentos do gás R-22 não são incluídas no inventário, enquanto as de seu substituto, R-410A, são.

Com relação às fontes móveis, o aumento observado nas emissões decorreu da ampliação da frota da Algar Tech e da redução no percentual de etanol utilizado pelos veículos flex da Algar Telecom – de 91% para 90% em volume (veja mais em Consumo de energia elétrica).

Os esforços voltados a aumentar a eficiência energética em nossas atividades e a diversificar as fontes de consumo de eletricidade contribuem para frear o aumento do consumo de eletricidade da rede em detrimento da expansão de nossas operações. Apesar de o consumo de eletricidade da rede ter se mantido constante, o fator de emissão médio anual do Sistema Interligado Nacional (SIN) aumentou 13% de 2016 para 2017. Por conta disso, nota-se um aumento nas emissões de escopo 2.

2015 (tCO2e) 2016 (tCO2e) 2017 (tCO2e) Δ 2016/2017
Fontes estacionárias 2.122 1.191 534 (55%)
Fontes móveis 1.863 3.3201 4.380 32%
Emissões fugitivas 129 449 1.017 126%
Total de emissões
 Diretas (escopo 1)2 4.115 4.9611 5.930 20%
 Biogênicas 6.459 5.5091 5.430 (1%)
 Indiretas (escopo 2) 11.302 7.2141 8.061 12%
1Dados corrigidos após auditoria, realizada em data posterior à publicação do Relatório de Sustentabilidade 2016.
2Foram contemplados os seguintes gases de efeito estufa (GEE) regulados sob o Protocolo de Quioto: CO2, CH4, e N2O e família dos hidrofluorocarbonetos (HFCs).

As metodologias utilizadas são: The Greenhouse Gas Protocol – Corporate Accounting and Reporting Standard (WRI/WBCSD); IPCC 2006 Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories; IPCC Fourth Assessment Report; Especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol (GVces/WRI); e, publicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

ISO 14001

Contamos com a certificação ISO14001, norma relacionada ao sistema de gestão ambiental, tanto para a Algar Telecom quanto para a Algar Tech. Anualmente, as empresas são submetidas a auditorias para manutenção desse selo. Em 2017, conquistamos a recertificação, mantendo-a pelo sétimo ano consecutivo. Dessa vez, adotamos a nova versão da norma (publicada em 2015), nos antecipando em um ano à data-limite de adequação aos critérios.

Logística reversa

Em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), realizamos a logística reversa dos eletrônicos que inserimos no mercado, garantindo a destinação adequada dos materiais. Mantemos postos de coleta para que as pessoas – clientes ou não – possam depositar baterias, celulares (inclusive de outras operadoras) ou quaisquer aparelhos eletrônicos. Os materiais são recolhidos nesses pontos de coleta, mensalmente, e passam por um processo de separação, para, os que podem ser reaproveitados, sejam devolvidos à indústria; em 2017, foram mais de 2 toneladas de eletrônicos. Posteriormente, os demais resíduos são enviados, semestralmente, para empresas de reciclagem especializadas no manuseio de produtos potencialmente perigosos. Em 2017, também foram recolhidas para reciclagem mais de 50 toneladas de papel – guias e listas telefônicas.

Outras iniciativas

Fatura on-line para o cliente, que evita o uso de um grande volume de papel. Comissão Interna de Conservação da Água, para ampliar ações contra desperdícios.
Iniciativas de mobilidade sustentável, como clube de carona e substituição de gasolina por etanol para a frota de veículos.

Plantio de mudas, arborização urbana e recuperação de áreas degradadas.

Coleta seletiva, tratamento de resíduos sólidos, destinação responsável, reciclagem e reaproveitamento.

Realização de reuniões por videoconferências, em substituição a viagens.

Construções ecoeficientes, que privilegiam o uso de energia solar. Redução de consumo de 235 caixas de papel toalha e de 895 caixas de copos descartáveis (Algar Tech).
Sistema de coleta e reaproveitamento de água dos equipamentos de ar-condicionado para usos secundários na Unidade Campinas (Algar Tech).  

 

Veja mais informações sobre as ações ambientais no site do Instituto Algar.
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