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Desempenho em 2017

O ano de 2017 foi marcado pela expansão dos negócios, atuamos por meio da expansão radial e no adensamento das redes instaladas

Desempenho econômico-financeiro

Conheça abaixo e nas próximas páginas os principais destaques do nosso desempenho em 2017. A íntegra de nossas demonstrações financeiras está disponível no site da Algar Telecom.

Receita bruta consolidada

A receita bruta consolidada da Algar Telecom somou R$ 3.557,4 milhões, frente aos R$ 3.314,0 milhões registrados no anterior, um aumento de 7,3% propiciado, principalmente, por maiores receitas do segmento Telecom. O resultado reflete nossa estratégia de crescimento, que inclui expansão geográfica, revisão do portfólio de serviços e produtos e ofertas que permitam aumento da satisfação e fidelização.

Receita bruta de Telecom cresce 8,0%, sendo 6,6% no B2B, impulsionada por, uma evolução de 8,8% nos clientes corporativos, e 8,1% no B2C

 

R$ milhões 2015 2016 2017 Δ 2016/2017
Receita bruta 3.092,1 3.314,0 3.557,4 7,3%
Telecom 2.229,2 2.413,1 2.606,2 8,0%
 B2B 1.220,4 1.354,8 1.444,8 6,6%
 B2C 1.074,0 1.104,8 1.193,9 8,1%
 Eliminações Telecom (65,2) (46,5) (32,5)
Tech – BPO/Gestão de TI 862,9 900,9 951,2 5,6%
 Tech – BPO/Gestão de TI 905,4 944,1 1.000,6 6,0%
 Eliminações (42,5) (43,2) (49,4) 14,4%
 Impostos e deduções (673,7) (769,1) (841,9) 9,5%
Receita líquida 2.418,4  2.544,9 2.715,5 6,7%

 

Telecom

As receitas do segmento Telecom cresceram 8,0%, contabilizando R$ 2.606,2 milhões e totalizando 73% da receita total. Esse desempenho é resultado da performance favorável tanto dos clientes B2B, cuja receita cresceu 6,6% influenciada pela evolução de 8,8% nos clientes corporativos, quanto do B2C, cujo aumento foi de 8,1% no período. A variação das receitas do B2B e do B2C de 2016 para 2017 foi impactada por um movimento de adequação efetuado pela Empresa, em janeiro de 2017, quando 23.724 clientes que antes eram atendidos pelo MPE (mercado de pequenas empresas) passaram a ser atendidos pelo B2C (varejo). Esse movimento teve o objetivo de propiciar um canal de atendimento mais aderente ao perfil e às necessidades desses clientes. Se desconsiderarmos essa reclassificação, o crescimento anual de receita é de 7,9% nos clientes B2B e 6,5% no B2C.

B2B – a receita dos clientes B2B, que foi responsável por 55% das receitas totais de Telecom, atingiu R$ 1.444,8 milhões no ano. A performance é decorrente da estratégia de expansão geográfica da Algar Telecom, com foco na oferta de serviços de voz, dados e TI para pequenas, médias e grandes empresas. Com uma rede moderna e de qualidade e com um relacionamento próximo e personalizado – atendimento consultivo, a Companhia vem conquistando clientes nas diferentes regiões em que atua. No último ano, a Algar Telecom consolidou a sua presença no Sul do País, onde entrou no final de 2015 logo após a aquisição de uma empresa na região, além de ter passado a atuar em 24 novas localidades, sendo 16 no Sul e 8 no Sudeste. No final de 2017, os clientes B2B da Algar Telecom somavam 95.377.

B2C – no ano de 2017, as receitas dos clientes B2C foram de R$ 1.193,9 milhões, ante R$ 1.104,8 milhões no ano anterior e as Unidades Geradoras de Receita dos clientes B2C somaram 2.267 mil, um crescimento de 3,6% em relação ao ano de 2016. Essa evolução foi propiciada pela estratégia de pacotes, que combinam serviços e cujo principal produto é a banda larga de alta velocidade. No final de 2017, 46% dos clientes de banda larga do varejo tinha planos acima de 10 Mbps.

Tech – BPO/Gestão de TI

A receita bruta consolidada do segmento Tech somou R$ 951,2 milhões em 2017, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior. Essa evolução é fruto do crescimento, sobretudo, das receitas de Gestão de Serviços de Telecom e do Ambiente de Tecnologia.

Receita operacional líquida

Em 2017, a receita operacional líquida da Algar Telecom, consolidando os seus segmentos de negócios Telecom e Tech, totalizou R$ 2.715,5 milhões – um crescimento de 6,7% se comparada ao ano de 2016.

 

Custos e despesas operacionais

Os custos e despesas operacionais consolidados, excluindo amortização e depreciação, somaram R$ 1.935,5 milhões no ano de 2017, um crescimento de 5,5% em relação a 2016, crescimento inferior ao da receita no mesmo período. A expansão dos negócios foi responsável por aumentos, sobretudo, nas contas de pessoal (+2,6%) e aluguéis e seguros (+8,6%). Outro fator responsável pelo crescimento foi o trabalho de transformação organizacional, que gerou ajustes no segmento Tech, com o reconhecimento de R$ 33,0 milhões de efeitos não recorrentes, a saber: (I) R$ 12,0 milhões de provisões trabalhistas resultantes de processos advindos da operação de BPO em decorrência do encerramento ou redução de escopo de contratos durante a recente crise econômica brasileira; (II) R$ 11,5 milhões de gastos com a reestruturação do negócio e (III) R$ 9,5 milhões de PCLD resultantes do reconhecimento pontual de débitos em discussão judicial.

 

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS (R$ milhões) 2015 2016 2017
 Pessoal        (852,0)         (946,3)        (970,6)
 Materiais          (49,9)           (62,8)          (59,1)
 Serviços de terceiros        (461,5)         (464,4)        (465,5)
 Interconexão e meios de conexão        (175,8)         (129,7)        (126,3)
 Propaganda e Marketing          (33,3)           (38,8)          (41,3)
 PCLD          (31,0)           (33,7)          (34,8)
 Aluguéis e seguros          (94,6)         (164,8)        (179,0)
 Outros*          (78,6)              5,6          (58,9)
Total (1.776,6) (1.834,9) (1.935,5)
*Inclui outras receitas (despesas) operacionais

 

O EBITDA consolidado atingiu R$ 780,0 milhões, um aumento de 9,9% em relação ao de 2016

 

EBITDA

O EBITDA consolidado atingiu R$ 780,0 milhões, um aumento de 9,9% em relação ao de 2016, com margem de 28,7%, ante 27,9% no ano anterior. Essa evolução é resultado da melhor performance do segmento Telecom no ano de 2017.

 R$ em milhões 2015 2016 2017  Δ 2016/2017
Telecom        
EBITDA 537,2 633,5 716,7 13,1%
 Margem 32,6% 36,0% 38,0%
BPO/Gestão de TI        
EBITDA 104,6 76,5 63,3 (17,2%)
 Margem 13,6% 9,1% 7,2%
CONSOLIDADO        
EBITDA 641,8 710,0 780,0 9,9%
 Margem 26,5% 27,9% 28,7%

 

O EBITDA do segmento Telecom atingiu R$ 716,7 milhões em 2017, uma expansão de 13,1% sobre o de 2016. A margem, por sua vez, passou de 36,0% para 38,0%. A evolução é composta, principalmente, pelo aumento da participação dos clientes B2B na receita da Empresa e por ações da Companhia na busca por maior eficiência operacional.

O segmento Tech – BPO/Gestão de TI encerrou o ano com R$ 63,3 milhões de EBITDA, valor 17,2% inferior ao contabilizado em 2016. A margem foi de 7,2%, ante 9,1% no ano anterior. O ano de 2017 foi um ano de correção de rota no segmento Tech. A crise macroeconômica gerou tanto o encerramento quanto a redução de escopo de contratos com clientes. Ao mesmo tempo, a Empresa reconheceu um total de R$ 33 milhões em gastos não recorrentes, conforme explicado anteriormente. Para fazer face a esses desafios, a Empresa implantou um grande programa de eficiência operacional, cujos resultados vêm superando as metas estabelecidas. Excluindo os efeitos pontuais do ano, a margem EBITDA foi de 11%, 2 pontos-percentuais acima que a de 2016.

Depreciação e amortização

O volume de depreciação e amortização somou R$ 327,0 milhões no ano, um aumento de 3,0% em relação ao ano anterior. Essa alta é resultado do maior nível de investimentos no negócio Telecom, em projetos que já entraram em operação visando à modernização e ao crescimento das redes e à qualidade dos serviços.

Resultado financeiro líquido

A Companhia apresentou resultado financeiro líquido de R$ 141,7 milhões em 2017, uma queda de 10,2% (R$ 16,1 milhões) em relação ao de 2016. As menores despesas financeiras, apesar do maior saldo médio de dívida, foram decorrentes, sobretudo, da queda das taxas médias dos indexadores. O CDI médio caiu de 14,00% em 2016 para 9,93% em 2017, enquanto o IPCA teve redução de 6,29% para 2,94%. A TJLP, por sua vez, foi de 7,50% em 2016 e de 7,13% em 2017.

Lucro líquido

A Algar Telecom encerrou o exercício social de 2017 com R$ 229,6 milhões de lucro líquido, frente aos R$ 183,6 milhões registrados em 2016. A margem sobre a receita operacional líquida foi de 8,5% ante 7,2%. A evolução do lucro líquido, mesmo frente ao maior nível de depreciação, é decorrente da maior geração operacional de caixa medido pelo EBITDA, além do menor volume de despesas financeiras.

Endividamento

Em 31 de dezembro de 2017, os endividamentos bruto e líquido da Algar Telecom eram de R$ 1.613,1 milhões e R$ 1.401,1 milhões, respectivamente, ante R$ 1.434,3 milhões e R$ 1.262,8 milhões em 2016. O aumento de R$ 178,8 milhões na dívida bruta é explicado pelas captações efetuadas para financiar parte dos investimentos do ano, os quais somaram R$ 542 milhões. A dívida líquida, por sua vez, cresceu 10,9% e a Companhia encerrou o ano de 2017 com o saldo de caixa de R$ 212,0 milhões.

A Algar Telecom continua apresentando índices de alavancagem menores que os covenants internos e externos. O perfil da dívida é de longo prazo, com 21% vencendo no curto prazo e 60% com vencimento acima de 2 anos, um nível confortável para a Companhia, que possui indicador de dívida líquida/EBITDA de 1,8x. Em 31 de dezembro de 2017, 47% da dívida estavam indexados ao IPCA, 45% ao CDI, 6% à TJLP e 2% com taxas prefixadas.

A maior parte dos investimentos realizados em 2017 foi destinada para a expansão de redes, com destaque para a modernização e ampliação das redes de banda larga

 

Investimentos

Em 2017, foram investidos R$ 542,0 milhões. A maior parte desses recursos (72%), R$ 389,3 milhões, foi destinada para a expansão de redes – com destaque à infraestrutura necessária à oferta de serviços de dados aos clientes B2B e à modernização e ampliação das redes de banda larga, levando fibra óptica até as residências em substituição à rede metálica, além da expansão das redes móveis. O segmento Tech* recebeu 7% do total de recursos (R$ 39,5 milhões) e R$ 113,2 milhões (21%) foram utilizados para a manutenção da operação e a garantia da qualidade dos serviços.

*Foi realizado ajuste no valor de investimentos do Segmento Tech – BPO/Gestão de TI em relação ao publicado anteriormente.

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Representa o valor econômico gerado pelos nossos negócios e que são compartilhados com a sociedade. Em2017, nossas operações geraram o valor adicionado líquido de R$ 2.342 milhões, ante R$ 2.182 em 2016. Isso significa que a cada R$ 1 de receita bruta, a Algar Telecom distribuiu R$ 0,63 para a sociedade. A maior parte foi direcionada a associados, na forma de salários e benefícios, e ao governo, na forma de impostos, taxas e contribuições.

DVA R$ milhões 2015 2016 2017
1. Receitas 3.137 3.430 3.660
 Vendas de mercadorias e serviços 3.092 3.314 3.557
 Outras receitas 76 150 138
 Provisão para créditos de liquidação (31) (34) (35)
2. Insumos adquiridos de terceiros (917) (930) (992)
 Custo das mercadorias e serviços vendidos (5780) (555) (579)
 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (338) (376) (413)
3. Valor adicionado bruto 2.220 2.500 2.669
4. Retenções (288) (318) (327)
 Depreciação, amortização e exaustão (288) (318) (327)
5. Valor adicionado líquido 1.931 2.182 2.342
6. Valor adicionado recebido em transferência 47 60 52
 Receitas financeiras 47 60 52
7. Valor adicionado total a distribuir 1.978 2.242 2.394
8. Distribuição do valor adicionado 1.978 2.242 2.394
 Pessoal e encargos 801 888 893
 Impostos, taxas e contribuições 750 867 985
 Juros e aluguéis 274 303 286
 Dividendos 50 63 77
 Lucro retido no exercício 103 121 153

 

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